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Dica de filme: As Sufragistas

Em janeiro a Netflix disponibilizou o filme As Sufragistas, o qual mostra um pouco da luta das mulheres inglesas em 1912 para alcançar os seus direitos

Século XX, anterior ao feminismo

     A participação política das mulheres nem sempre foi possível ao longo da história. Embora muitas mulheres no mundo moderno desejassem participar da formulação das leis do país e votar, a legislação da época as impedia de exercer seus direitos civis. No século XVIII a Revolução Francesa derrubou o regime absolutista e instaurou o voto, porém este ainda não era destinado às mulheres. Por conta disso,  a  partir do século XIX as mulheres passam a lutar pelo sufrágio, ou seja, pelo direito de participar das eleições. 

     O filme lançado em 2015 mostra o contexto vivido pelas mulheres na Inglaterra, especificamente em Londres, no início do século XX. A maioria delas trabalhava em serviços braçais e vivia abusos sexuais dos patrões, como é o caso da protagonista Maud Watts (Carey Mulligan), que trabalha como lavadeira desde muito nova. Além disso, a jornada de trabalho dessas mulheres era mais longa do que a dos homens e seus salários eram menores. Assim, as inglesas se unem aos poucos e começam a se movimentar em busca da mudança para as mulheres através do voto.


     Com o fortalecimento do movimento sufragista e o aumento do número de mulheres presentes nas passeatas, os policiais ingleses iniciam um plano para enfraquecer o movimento e não conceder a elas o direito ao voto. Muitas foram presas durante as manifestações, torturadas e humilhadas, mas as sufragistas continuaram a lutar. As reuniões passaram a ser realizadas de maneira mais discreta e as passeatas ficaram mais ativas. 
    O filme mostra que o governo inglês questionou conceder a participação política às mulheres e ouviu diversos depoimentos de trabalhadoras. Entretanto, a decisão tomada é diferente da que as sufragistas esperavam. A partir disso as ações públicas (passeatas, quebra de vidros, interrupção da entrega de cartas, etc.) começam a se intensificar. Consequentemente, a perseguição policial também aumenta. 
     Algumas mulheres desistiram da luta sufragista por conta da repressão que enfrentavam, porém a maior parte delas lutou até alcançar o objetivo. Vistas pelos vizinhos e companheiros de trabalho como loucas que queriam ser homens, as sufragistas sofreram violência física e psicológica para que hoje possamos exercer os nossos direitos políticos. Além disso, a luta pela igualdade ainda não acabou. O movimento feminista luta constantemente para que mulheres sejam respeitadas e tenham tratamento igualitário. 

     Veja o trailer do filme: